Normalmente quando se fala em experiência do cliente, o que se costuma ver é sempre um exemplo de inovação tecnológica e sofisticação, por isso fiz questão de descrever um verdadeiro case de sucesso, sem exatamente esses aspectos.

No último final de semana levei um grupo de empresários para experiencializar o nosso querido “Mercadão de São Paulo” e mergulhamos em uma experiência multi sensorial.

Mercado Municipal de São Paulo ou “Mercadão” como é carinhosamente conhecido, inaugurado em 1933 e amplamente reformado em 2004, tem aproximadamente 12 mil metros quadrados e tornou-se nos últimos 10 anos um grande pólo gourmet atraindo turistas de todo mundo.

Conseguimos visualizar várias estratégias de marketing de experiência por lá, desde seu storytelling encontrado em todos os cantos dos mais de 16 metros do pé direito, colunas, abóbodas e vitrais importados da Alemanha, passando pelo alinhamento dos 5 sentidos, na diversidade e abundância das cores, sons, aromas, sabores e texturas.

O verdadeiro símbolo da memória afetiva, marca registrada do emblemático “sanduba de mortadela” do bar do Mané, mais tradicional e conhecido do mercadão.

Alem, é claro, da riqueza de detalhes, transformando a sensação de em um local simples e rústico, num momento único.

Mas para fechar com chave de ouro a experiência, o efeito UAU, que destaco como o 7º passo em meu Livro Experiencialize!,  ficou por conta dos “consultores de frutas” que ali nos abordaram e nos envolveram, e através do gatilho mental da reciprocidade, fazem com que ao sentirmos agradecidos pela gentileza da degustação nos “obriguemos“ a levar para casa as frutas mais caras do Brasil. E só um detalhe: a gente não queria, não precisava, e muitas vezes, nem conhecia a tal fruta. Isso sim, é uma bela venda!

E o curioso é, quantos cursos, palestras ou  treinamentos de técnicas de vendas esses exímios vendedores já frequentaram? Por isso fica aí uma reflexão: Para aplicar o Marketing de Experiência em seu negócio, nem sempre é necessário um alto investimento, tecnologia de ponta, luxo, ou infinitos treinamentos de equipe, mais sim, primordialmente, de uma boa causa emocional e paixão pelo que faz.