Todos nós seres humanos, independente da nossa origem, temos na nossa primeira infância a fase mais importante de descobertas em nossas vidas e ela nos deixa marcas absolutamente inesquecíveis que vão sempre nos acompanhar.

Falo das milhares de experiências cotidianas que geram sensações e sentimentos, positivos e negativos, que experimentamos pela primeira vez desde que nascemos até os 6 anos de vida. A primeira vez que sentimos falta de alguém ou seja, sentimos saudade, a primeira vez que sentimos fome, a primeira vez que nos sentimos amados, a primeira vez que sentimos um sabor delicioso, a primeira vez que nos sentimos acolhidos e seguros, a primeira vez que sentimos a alegria por alguma coisa que nos fez bem, a primeira vez que sentimos dor e por aí vai… Boas e más emoções e sensações.

As boas emoções e sensações dessa nossa primeira fase da vida chamamos de memórias afetivas. Que podem ser geradas por fatos que podem parecer banais a uma primeira vista, mas que podem guardar fortes memórias afetivas. O fato é que tudo isso está guardado em nosso HD interno, chamado inconsciente.

A memória afetiva é absolutamente democrática, pois todos nós, sentimos e experimentamos boas sensações e sentimentos pela primeira vez em nossa primeira infância. E por isso é tão poderoso, pois as sentimos pela primeira vez.

As teorias centenárias do neurologista austríaco Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, ainda são referenciais importantes para os estudos do inconsciente. Freud já defendia que apenas uma pequena fração das nossas memórias encontra-se ativada, demarcando os limites da consciência. Todas as demais estão em estado latente, ou seja, escondidas. “Freud representa essa ideia usando a metáfora do iceberg como um modelo da mente, onde a maior parte está submersa. A atividade mental consciente corresponderia apenas ao topo visível”, explica o psicólogo Marco Callegaro, mestre em neurociências e comportamento pela Universidade Federal de Santa Catarina e autor do livro “O Novo Inconsciente”.

Com o avanço da neurociência, algumas ideias de Freud foram revistas e, na concepção contemporânea, o inconsciente é nada mais do que a soma de nossas memórias, é um depósito infinito de experiências de vida. Porém, muito além de arquivá-las, ele ainda as associa, num processo que foge à nossa compreensão.

Boa parte dos nossos hábitos do dia a dia são inconscientes, ainda que sejam iniciados de maneira voluntária. Assim, uma vez que tenhamos aprendido a andar, guardamos aquele conhecimento e não precisamos mais pensar sobre ele a cada vez que caminhamos. Outras lembranças ficam no nível do inconsciente simplesmente porque não julgamos que sejam tão relevantes. Por último, residem no inconsciente memórias de experiências que vivemos, mas que, por algum motivo, insistimos em reprimir.

Por tudo isso, toda e qualquer empresa que pretender ter relevância emocional junto aos seus clientes, deve prestar muito atenção nas emoções e sensações que provocam durante todo o relacionamento com os consumidores. Quantas vezes, sentimos uma atração irresistível por uma loja ou determinada marca, assim como sentimos uma certa repelência e animosidade gratuita por outras? A resposta disso está muito além do que a razão pode explicar.

Marcas de sucesso, tendem invariavelmente, a evocar memórias afetivas extremamente poderosas que resgatam boas sensações e emoções muitas delas adormecidas em seus clientes alvo. Simplesmente abrem um arquivo extremamente poderoso de prazer e paz nas pessoas. E daí? Bingo! Nunca mais , a relação daquela pessoa com aquela marca responsável por esse fenômeno será pautada pela razão.

Por isso, é fundamental conhecermos cada vez mais nosso cliente alvo e utilizando as ferramentas que estão hoje a disposição da imensa maioria, como Big Data, entre outras, entender o que ele sente e o que de fato pode resgatar as memórias afetivas dele. Uma aroma, um sabor, uma cor, uma figura, um objeto, uma música podem ter esse poder e ajudar sua marca a estabeleceram conexão emocional e sensorial realmente poderosa com seus clientes. Se você ainda tem dúvidas, me responda: O que Coca-Cola, Apple e Facebook tem em comum que a Pepsi, a Samsung e o finado Orkut não tem? Relevância emocional! Criada ao longo tempo com interações no dia a dia que evocam constantemente as boas memórias que vivemos na nossa primeira infância e que estavam lá guardadas em nosso inconsciente.

Pense nisso e coloque em prática em sua empresa ou atividade profissional, afinal de contas, se não o fizer, possivelmente seu concorrente o fará.

 

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